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sexta-feira, agosto 04, 2006

Spirit of 69 (A Skinhead Bible) - Livro


Spirit of 69 (A Skinhead Bible) – Por George Marshall – 176 pags – S.T.P. (Skinhead Time Publishing) - 1991

Este livro apresenta-nos a história do movimento skinhead. Das suas origens, nos anos 60, até à década de 90. George Marshall conta-nos a sua versão ‘da coisa’. As origens desta cultura e a sua evolução. As histórias e artigos vários que compõem este escrito têm o seu cenário principal nas ‘terras de sua majestade’. É inteiramente compreensível que assim seja tendo em conta que o autor é britânico e, como muitos leitores sabem, os skinheads ‘nasceram’ em Inglaterra. Ska, reggae, two tone, punk, oi!, vespas, futebol, violência, política. Um pouco disto tudo poderá ser encontrado nesta obra.

O livro divide-se em oito capítulos. Para os mais interessados, ou curiosos, irei aqui descreve-los resumidamente.


- ‘Spirit of 69’ – As origens do movimento skinhead. A revolta, a violência, o espírito da classe trabalhadora, o futebol, as festas, os hippies, os rude boys jamaicanos, a música ska e o reggae. As últimas 14 páginas deste capítulo apresentam-nos um glossário das editoras, bandas e músicos, de skinhead reggae.

- ‘Sons of Skinhead’ – A evolução dos primeiros anos da década de 70. Bootboys, Suedehead e Smoothies. Este capítulo é ainda composto por dois artigos inteiramente dedicados aos Slade (banda) e à Laranja Mecânica (Filme).

Slade - Na sua fase de idumentária skinhead. Antes de aderirem a roupagens mais Glam

- ‘Angels With Dirty Faces’ – A explosão do Punk / Oi! Cockney Rejects, Sham 69, Cock Sparrer, concertos, etc.

Sham 69 - Jimmy Pursey nos velhos tempos

- ‘Street Feeling’ – Fins da década de 70, princípios de 80. A era Two Tone. Ska britânico. The Specials, Madness, Bad Manners, The Selecter, entre outros. Podes ainda ler um artigo intitulado ‘Bank Holiday Aggro’.

Original Skinheads - Bank Holiday no fim dos anos 60. Atenção ao cabelo, mais uma vez digo que um skinhead não tem de andar por ai sem cabelo. Gadelha não! Mas um corte de cabelo como os que vês aqui em cima, na foto, era muito normal nos skinheads originais. Penso que os cortes a zero vieram com os skins oi! no fim dos anos 70, inícios dos 80.

- ‘Welcome to The Real World’ – Os anos 80. The Last Resort, Blitz, Infa-Riot, The Business, 4 Skins. Para terminar podes ainda apreciar uma versão dos acontecimentos de Southall.

- ‘Neither Washington or Moscow’ – Skinheads e política. Esquerda, direita, apolíticos. Combat 84, Red Skins, Skrewdriver. RAR, RAC, SHARP, etc.

Combat 84 - Ao vivo nos anos 80

- ‘Skinheads Resurrection’ – Laurel Aitken. Fuga aos extremismos políticos. Regresso às origens. Condemned 84. Scooteristas. O renascimento do ska e do Oi!

Descalçar as botas e sapatos - Prática comum policial para com os jovens skinheads e bootboys - Assim era mais difícil correr e chutar alguma coisa ou alguém.

- ‘A-Z of Skinwear’ – Glossário, da letra A à Z, das roupas que têm vestido este culto.

Destacar as mais de 100 fotografias (quase todas as fotos deste artigo foram retiradas do livro) e dezenas de ilustrações que sem dúvida nenhuma são uma mais valia para esta obra.

A Austrália foi dos primeiros países, excluindo o Reino Unido, a ter grupos de Skinheads. No fim dos anos 60, início dos 70, a população imigrante inglesa na terra dos cangurus era o espelho da sociedade das ilhas britânicas. A classe operária e os seus filhos lá estavam.

O livro teve uma edição original limitada em formato aproximado do A3. As edições seguintes saíram em formato A5. As vendas foram às dezenas de milhar. Não quero estar a mentir mas julgo ter lido, à uns bons anos atrás, que nos primeiros anos de circulação as vendas já tinham atingido as 150.000 cópias. Penso que o livro se encontra esgotado. Desde a sua publicação em 1991, o livro, além do original em inglês, já foi traduzido em vários idiomas e pelo que eu saiba teve edições em português (Brasil – Tradução de Glauco Mattoso – Esta tradução é muito criticada por foge um pouco ao original e o tradutor usa muitas expressões abrasileiradas que na nossa opinião desvirtuam um pouco o texto original. De qualquer forma vale sempre a pena dar uma leitura. Este livro é também já considerado uma peça de colecção), alemão e castelhano (edição Argentina).

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