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sábado, julho 05, 2008

The Templars - Review do concerto em Vigo

Sala IguanaVigo (24 de Abril de 2008): Ultima Sacudida + The Templars

Se na época dos Descobrimentos era de Belém que os portugueses partiam para conquistar o mundo, hoje em dia é da Expo que normalmente os Skins de Lisboa partem à conquista de outras cidades. 10h da manhã foi a hora marcada para a partida, para onde tive que ir de directa devido ao trabalho e me encontrei com os outros 2 companheiros de armas. A acompanhar-nos até à fronteira foi um colega de trabalho que por coincidência também ía para aquelas bandas. Chegámos a Vigo após uma massacrante jornada de calor pelas 16h – 17h locais. Após estacionarmos o carro num parque seguro tratámos de assegurar a nossa estadia na pensão do costume. Guardámos a tralha no quarto e tomámos um banho revitalizante. Eram 18h quando saímos do quartel-general e fomos procurar mais informações do concerto (principalmente tentar garantir o bilhete) e preparar o estômago para a longa noite que se adivinhava.

Após passarmos pela sala do concerto e por uma loja de merchandise Punk/HC/Skin, sem sucesso relativamente aos bilhetes, foi a caminho da refeição que nos cruzámos com uma cara conhecida que por coincidência estava envolvida na organização: Ana, uma skingirl local que prontamente nos deu as boas vindas, vendeu os bilhetes e eliminou as nossas preocupações. Além do mais acabámos por pagar o preço de venda antecipada e não com o valor acrescido do próprio dia. Lá seguimos para o também habitual café (onde já somos quase da família), que curiosamente fica entre o pub habitual e a loja de discos habitual. 3 tortilhas e 3 Voll Damm para cada um e de barriga mais aconchegada fomos torrar alguma guita em vinyl, desde Iron Cross a Youth Of Today... Com a colecção enriquecida e a carteira mais leve passámos para o Irish Pub e siga mais 3 Guinesses para cada um! Começam a chegar Skinheads locais, alguns deles já amigos de longa data, e a conversa anima entre copos de cerveja.

Pelas 21h abandonámos o pub e fomos andando até à sala do concerto. Já no Iguana, ainda com pouca gente, dirigimo-nos à banca do merchandise onde conhecemos os Templars e gastámos mais uns cobres em vinyl e na bela da t-shirt. Estando a sala perto da pensão deu tempo de ir guardar as compras antes de os Ultima Sacudida (Galiza) entrarem em acção, promovendo o recente álbum 'Raw & Loud' e tocando os seus temas mais marcantes como '1984' ou 'Nice Days' e a cover 'New Age' (Blitz) a animar a malta mais distraída. Mais um assalto ao bar e foi já perto da meia-noite e com a sala mais composta que os míticos The Templars, directamente dos EUA, arrancam para um concerto inesquecível.


Logo a começar 'Situation Critical' para ficar com os pelinhos todos arrepiados. A partir daí foi um desfilar de clássicos: 'Punx & Skins', 'Video Age', 'Ockhams Razor', 'You Decide', 'The Waiting is Over', 'Victim', 'Coward' ou 'They Don´t Care', entre outras, havendo ainda tempo para as covers de 'Career Opportunities' (The Clash), 'Violence in Our Minds' (Last Resort) e a surpreendente 'Oi Oi Oi' (Decibelios) que levou toda a gente ao rubro!

Passava já um pouco das 02h da manhã quando o pessoal começou a abandonar o Iguana e seguir para o bar Trincheira, nas imediações, onde Phil (o baterista de The Templars, que fundou a S.P.Q.R., um colectivo de DJs que visa espalhar a cultura da música Jamaicana) pode continuar a festa passando som que deambulou entre o Ska, o Rocksteady e o Skinhead Reggae. Mais umas quantas cervejas (há muito que se tinha perdido a conta) e um saudável convívio entre galegos, The Templars e claro... a trupe Tuga. Infelizmente as condições sonoras não eram as melhores e Phil encurtou o seu set.

Altura de seguir para o Coxo Bar, um antro de Punk-Rock onde normalmente o pessoal acaba a noite (ou não). Eram já altas as horas e o estômago chamava por mim, pelo que me escapuli dos compinchas tugas e fui trincar qualquer coisa com um amigo de Vigo, aproveitando o gosto comum pelo Oi! Francês para uma animada conversa. De volta para o Coxo e a cerveja continua a jorrar (às vezes penso se noutra encarnação não fomos barris de cerveja). Os galegos bufam a cada nova rodada que pedimos e a goleada está eminente! Quem se ressente de duas directas seguidas é o meu corpo e sou obrigado a retirar-me mais cedo... acordo umas horas depois, já de manhã, ainda vestido e em cima dos lençóis. A meu lado um ressona e o outro roga-nos pragas por não o termos deixado dormir devido à nossa ressonância brutal.

Restava-nos o caminho de regresso, acompanhados pelo som dos Ultima Thule, Camera Silens e Ritam Nereda que bombaram nas colunas do carro toda a viagem. Chegamos a Lisboa a meio da tarde, tempo para para um bom banho, uma refeição quente e um pouco de descanso antes de ir ver o documentário dos Joy Division que passou no Indie Lisboa essa noite.

Fonte: Dr Ray Ban

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