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sexta-feira, dezembro 21, 2007

The Veros e Glory Boys em Vigo - Review e fotos

Mais uma vez um pequeno grupo de skinheads (6) portugueses decidiu rumar a terras galegas, no passado mês de Outubro (2007), para assistir a um concerto de música Oi! The Veros (França) e Glory Boys (Valência) eram as bandas que actuavam. A Viagem de autocarro, durante a noite, aguentou-se bem. Chegar ao Porto por volta das 4-5 da manhã e só ter comboio para Vigo passado 3 ou 4 horas é que não é muito interessante. O frio apertava. Nada como deambular pelas ruas da cidade invicta e pôr a conversa em dia. Pela manhã mal os bares começaram a abrir lá estava um grupo de skinheads a invadir um daqueles cafés situados em frente à estação da Campanhã. Encher o pandulho e ai vamos nós para Vigo. Chegados à cidade galega fomos há busca de local para por as mochilas, tomar duche, alguém bater uma soneca e ai por diante. Um quarto baratucho e um pouco de jogo português, para 6 pessoas entrarem e saírem de um quarto para dois, e ai estávamos nós prontos para passar a tarde e fim-do-dia até à hora do concerto à procura de bares, de preferência ligados á cena Punk-Skin de Vigo, lojas de música (vinil), roupa (lonsdale, etc) e demais folclore que qualquer amante da cultura skin busca. À chegada a Vigo encontramos ainda dois portuenses que também vinham assistir ao concerto. Mais tarde voltaríamos a encontra-los no bar que fica ao pé da sala Anoeta.

O concerto em si foi agradável. A assistência não era tão compacta como em concertos que já ali tínhamos assistido (The Business, Perkele, Laurel Aitken...). Todo o público presente na sala Anoeta, incluindo as bandas e organizadores, deveria andar á volta de centena e meia. A Sala não estava a abarrotar mas estava bem composta. O público era 90% composto por skinheads. A razão, ou razões, da assistência ser um pouco mais fraca do que em anteriores concertos similares, e sabendo-se que os The Veros actuavam pela primeira vez no estado espanhol, teve que ver, segundo informação partilhada por skinheads locais, com um boicote realizado por grupos de Red-Skins e outros colectivos conotados com a extrema esquerda e esquerda nacionalista galega. Segundo apurei não foram somente os skins mais conotados com a esquerda que boicotaram o concerto. Outros de tendência tradicional ou 'apolítica' também teriam secundado este ‘corte’ ao espectáculo (não se sabe se por convicção ou receio de represálias por parte de outros grupos de skins). De qualquer forma, e isto dizemos nós, as bandas que faziam o cartaz deste concerto não teriam tanto nome como outras bandas Oi! que ali já actuaram. O público que compareceu compôs bem a sala e não houve nenhum confronto, verbal ou físico, a registar. Quem não queria ir e apelou ao boicote, pelo menos não interviu com a vontade de quem queria ir ao concerto. A razão do boicote: Diziam que os The Veros eram uma banda de tendência RAC e que os Glory Boys são daquelas bandas que não são carne nem peixe. Dizer que no concerto estavam skinheads de muitas zonas de Espanha e quase uma dezena de portugueses e nunca foi visto ou ouvido nada que se parecesse com apologia ao racismo, políticas extremistas, etc. A simbologia presente no concerto apontaria para aquilo que pode apelidar de skinheads tradicionais (Ska, Oi!, etc). Estavam presentes skins com todo o tipo de simbologia relacionada com o movimento. A convivência de skins com t-shirts da Banda Bassotti (Red-Skins italianos) com outros com patches de Condemned 84 era normal e salutar.

O concerto correu bastante bem. O público parece ter apreciado as actuações das bandas. Primeiro subiram ao palco os valencianos Glory Boys. Tocaram músicas do seu disco (EP) ‘Glory Nights’, outros temas não gravados e uma série de covers como o tema, ‘Sigi Saga’ do disco ‘Sempre en Galiza’, dos galegos Ruin Bois. Pudemos ainda ouvir covers de Condemned 84, Combat 84 e Gold Nord. Após o concerto comentava-se a excelente prestação da banda. As poucas críticas recaiam sobre algumas falhas de som que prejudicavam especialmente a voz do segundo microfone e o facto de a banda estar muito estática em palco. Este último ponto não vejo como relevante...é a atitude da banda.


Passaram alguns minutos e os The Veros subiram para o palco. Tocaram quase todos os temas dos seus dois discos. Referir que o tema ‘Glory Boys’ foi um dos mais acompanhados pelo público. A média de idades dos membros da banda deve rondar os 40. Ou seja são músicos com bastante experiência (O vocalista foi membro dos Snix. O baterista tocou nos West Side Boys e parece que agora também toca nos Bombardiers...). De referir em jeito de brincadeira que o vestido da skingirl, que toca baixo na banda, foi muito comentado. Vá-se lá saber porquê? A rapariga era realmente o centro das atenções devido à sua facilidade de comunicação. Penso que terá falado pessoalmente e tirado fotos com quase todo o público presente. A sua actuação foi boa mas mais uma vez as vozes poderiam ter estado melhor. Foram ainda versionados alguns temas de bandas como: Komintern Sect, Skrewdriver, Snix e Sham 69.

Fim do concerto e debandada geral de centena e meia de skins para bares e discotecas do centro de Vigo. Oferta não falta. São muitos os bares frequentados por punks, skins, metaleiros e outras 'tribos' urbanas. O pessoal português separou-se em 3 ou 4 grupos e até de manhã, hora de apanhar o comboio, houve acção. Tive o prazer, com mais dois companheiros de viagem, de passar ainda um bom bocado de tempo com alguns dos organizadores do concerto e o baterista (Nico) e baixista dos The Veros. Nico é um veterano da cena skinhead parisiense. Além de ter tocado e tocar numa série de bandas, algumas míticas, da cena Oi! francesa, é ainda o responsável pela editora e distribuidora Bords De Sein. Foi muito interessante o monte de histórias e informação que partilhou com o público português. Pouco mais há a dizer. De madrugada lá iniciamos, mais mortos de que vivos, a viagem de regresso a Lisboa.

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3 Comentários:

  • Skrewdriver é que é!!! boa cover!

    Por Anonymous Anónimo, Às 10:15 da tarde  

  • É só para informar o anónimo aqui de cima que a cover remonta a uma 1ª fase em que a banda inglesa ainda não tinha entrado pelo caminho da super-politização. Foi uma cover da fase punk-Oi!

    Por Blogger Crop Nº1, Às 1:11 da manhã  

  • Como tem gente podre metida em meio a cena skinhead mundial!

    os cara enalte-se por tocar skrew.. e nem sabe que a banda ja foi "normal"..

    infelizmente a cena mundial esta podre cada vez mais bandas "RAC" politizadas , principalmente aqui no Brasil.. o mais engraçado sao os skinheads negros que gostam de rac!

    Por Blogger Leonel, Às 9:42 da tarde  

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