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terça-feira, fevereiro 14, 2006

MOLODOI - Nome mágico ? + Entrevista

ASOCIAL

…Ni mort, ni rouge - UNITED !!

Molodoi, nome mágico?

A banda, infelizmente, acabou por se tornar famosa apenas no espaço da francofonia, nomeadamente França e Quebeque, pelo que, para muitos, pouco quererá dizer...
Sham 69 Franceses? Nunca foram eles próprios que reivindicaram o título, mas sim uma imprensa ávida de etiquetar e delirante com o fenómeno de juventude (tal como o nome indica) que o grupo de François criou. Lesto a distanciar-se dos Bérurier Noir, assumindo a sua maioridade musical-criativa, François e Cª. são, durante a sua existência, os porta-bandeira dos jovens das grandes urbes francesas e do mundo, respondendo com seus cânticos às ansiedades, receios e angústias destes, dando forma aos sentimentos duma geração à procura de si própria.

Os Molodoi cantam ao desespero dos jovens franceses, romenos, peruanos, chineses, vietnamitas, franco-canadianos, massaï, à valentia de heróis e homens-simples de todo o planeta, à unidade contra a opressão e o totalitarismo (de todas as cores), aos marginais, à liberdade e à revolta...

Serão, então, os Molodoi a versão Sham 69 à escala mundial ? Realmente, os temas queridos a Pursey ressuscitam em François, com a peguena-grande diferença que este último não os confina à escala de seu país, antes transforma-os para as realidades de outros, internacionalizando o eterno slogan ‘...If The Kids Are United...’ nos inesquecíveis ‘Royaume de Jeunesse’, ‘Molodoï’ ou ‘Chouers de Fidelité’; numa época em que as ditas bandas ‘de protesto, revolucionárias, ou anti-sistema’ deixam de fazer tremer as fundações do establishment, tresandando a fashion trip burguesa da MTV, os Molodoi esbanjam honestidade e uma energia emotiva que não pode ser nunca clonada, pois é real. Os ambientes e mundos aos quais François nos transporta são viagens verdadeiras, podemos sentir os cheiros, o frio e calor, as ruas e caminhos, os operários e as fábricas, o betão e as florestas, os animais e as montanhas, os estádios de futebol... a verdade dura e crua, sem distanciamentos ou fabulações, porque é fruto da experiência.

Em 1996, numa entrevista cedida a um periódico do Quebeque, antecipando uma série de concertos pela província Canadiana, François afirmava:

...ser Skin? Significa acreditar neste movimento, é um todo, é escutar Trojan, Ska e Oi!...é uma consciência, não é ter umas 501 e os badges certos...’

'...violência? Não é através da violência que se atingem objectivos. Energia sim, violência gratuita, não...’

'... RAC? A expressão é boa, mas atrás dela vêm muitos grupos extremistas...’

‘...rejeito todas as zines politizadas, quer sejam Blood & Honour ou Red; fazes política se quiseres, não utilizas uma imagem ou movimento juvenil para o fazeres...’

‘...tento estabelecer pontos de ligação entre as civilizações do extremo-oriente e a ocidental. Lá, existem muitas coisas que evoluem em contradição, fruto do paradoxo criado pela mistura dos modelos capitalista e marxista...’

‘...tenho um fascínio pela marginalidade. Numa minoria, há muita revolta a denunciar...’

‘...cada povo deve guardar a sua identidade própria, aceitando, no entanto, partilhar culturalmente com os outros...’

‘...quando se viveu e sentiu profundamente a explosão do Oi!, nos anos 80-81, tudo o que veio a seguir parecia pouco...e o que admiro no Oi!, É que fala dos problemas dos jovens, de gente que vive algo e consegue exprimi-lo em suas canções, cantando a realidade...’

‘...(sobre o interesse dos jovens no Oi!) é verdade que não é conhecido de muitos, devido a não ser mediatizado, não é levado em conta...é facilmente marginalizado...’

‘...( sobre o facto de tocarem ao vivo ‘Skinhead Moonstomp’ dos Symarip e o dedicarem aos Skins presentes em delírio ) O que é que tem ? Desde que as pessoas venham aos espectáculos para fazer a festa... quando me disserem que não querem Skins nas salas, não toco...'

A ambição do nome Molodoi é, na realidade, uma fasquia muito alta que a banda propõe ultrapassar. Megalomania ou paixão ? Sem dúvida, uma paixão sem limites pela magia da chama de ser jovem, pela liberdade, por todos os gritos de revolta...
Aos tempos sem ilusões e plenos de incertezas, as vozes das novas gerações, respondem com a descoberta da esperança em faróis distantes, em chamamentos de guerreiros do rock, alertas lançados de palcos-campos de batalha, denunciando um mundo onde ninguém está inocente; de prisões, guetos e ódios , de cidades em abandono, de uma juventude esquecida - Geração Destruição...

Fonte: Leitor do Crop nº1

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