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quinta-feira, maio 11, 2006

'16 Anos de Álcool' e 'Wassup Rockers' - Skinheads e Hardcore Punks no Cinema


Filmado, na sua totalidade, em Edimburgo durante três períodos diferentes da vida de Frankie Mac. 16 Anos de Álcool transmite o desafio da consciência de um homem em busca de esperança. Durante a infância, passando pela a adolescência até à idade adulta Frankie Mac observa o mundo à sua volta a afundar-se numa espiral de álcool e violência. Líder de um gang, onde os interesses são música, roupa e violência, Frankie considera ter um conjunto de grandes oportunidades que nunca pensou almejar. Mas serão estas verdadeiras oportunidades? Com a tomada de consciência própria da idade ele tem, finalmente, uma oportunidade para sentir o poder do verdadeiro amor e perceber o que é ter esperança!


Recomendo a todos os apreciadores de bom cinema e da cultura skinhead a visualização deste filme. Depois de lerem a história acima colocada, vou então acrescentar alguns pontos de interesse: Na realidade o filme retrata a vida (até à idade adulta) do vocalista da famosa banda Punk Rock 'The Skids'. A banda sonora vai desde o Skinhead Reggae (Skinhead Moonstomp e Skinhead a Bash Them), pasando pelo Rock, Punk (Iggy Pop) e música Celta. 16 Anos de Álcool não é um filme sobre skinheads. É um excelente filme, que ganhou uma série de prémios em festivais de cinema, que se desenrola entre os anos 60 e 80 numa cidade predominantemente operária (Edimburgo), onde tiveram origem muitas das culturas urbanas do fim do século passado, e logo é natural que a presença da cultura skinhead seja muito forte.
Fica a informação que este filme está à venda em DVD, edição com legendas em português, em lojas como a Fnac. O preço ronda os 18 euros.

Wassup Rockers - Um Western Urbano de Larry Clark



Fica aqui a crítica de 'Wassup Rockers' feita por Jorge Mourinha, no Jornal 'Público', no passado dia 23 de Abril. Não esquecer que esta review, que até não está má, é feita por um crítico 'profissional' de cinema. Este é um filme sobre um grupo de jovens hardcore punks dos subúrbios pobres de Los Angeles. O filme retrata a sua vida no seu bairro, a cena hardcore, e a visita destes jovens à zona 'rica' da cidade (Beverly Hills). Fica também a informação que este filme estará nas salas de cinema a partir do próximo dia 18 de Maio.

À partida, Wassup Rockers alarga a quarteto a controversa trilogia de filmes que o fotógrafo Larry Clark dedicara à adolescência disfuncional americana contemporânea (Kids/Míudos, Ken Park, Quem és tu?, co-dirigido com Edwrad Lachman, e Bully / Estranhas Amizades)

Mas, na realidade, é uma adenda, um complemento. Porque, ao contrário da disfuncionalidade assumida da adolescência de classe média retratada nos três anteriores, Wassup Rockers é um filme - ou melhor, dois filmes mal colados - sobre um grupo de teenagers latinos de Los angeles que já sabem quem são, o que fazem, de onde vêm, para onde vão, unidos por duas identidades comuns. Uma das identidades escolheram-na eles - o skate e o punk hardcore. Contra a outra nada podem - a sua etnia latina que, aliada à sua residência no problemático bairro de South Central e à tribo a que pertencem, os torna num gueto dentro de um gueto. E por isso, guardaram (ou agarraram-se a?) uma pureza, uma inocência que contrasta violentamente com o que os rodeia.

A primeira metade de Wassup Rockers limita-se a acompanhar, em modo quase documental, o quotidiano banl desta tribo, entre a escola, ensaios da banda hardcore a que pertencem e tardes de skate pelos passeios do bairro. É o menos interessante do filme; nada acontece, tudo se assemelha a uma repetição sem chama dos dispositivos dos filmes anteriores, complicada pela falta de jeito do elenco de não-profissionais que parece funcionar em modo de récita de grupo recreativo.

A segunda metade, no entanto, bascula Wassup Rockers num outro filme, que mostra o que acontece quando este grupo de adolescentes vai passar o dia a fazer skate na zona chique de Beverly Hills, onde são autênticos 'peixes fora de água' e a sua mera presença parece atrair as perturbações.

O que Clark encena então, de modo quase documental, é uma espécie de western urbano com ecos de Os Selvagens da Noite (The Warriors), de Philip Kaufman, onde os rapazes dão por si como 'indíos' em 'territórrio inimigo'; uma Beverly Hills onde todos são falsos, tudo é uma fachada, e a sua inocência já não tem lugar.

Ao mesmo tempo, é uma espécie de 'visita' à adolescência disfuncional dos filmes anteriores, que Clark filma aqui 'do outro lado da barricada', contrapondo-lhes a tal pureza de espírito, uma candura que os vê enfiarem-se na boca do lobo como se vivessem no melhor dos mundos. Há algo de ritual de passagem, algo também de crescimento acelerado, de passagem demasiado rápida a uma idade adulta - mas sem verdadeiramente macular essa pureza que, como o sorridente plano final do filme, se mantém resolutamente intacta mesmo na face de tudo o que aconteceu. Como quem não é capaz de fazer outra coisa que não seja resistir.

Fonte: Jornal 'Público' / Wassup Rockers

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quarta-feira, março 29, 2006

Madball - Skinheads, NYHC Hardcore, Racismo…

WARZONE

Aqui vos deixamos excertos de uma entrevista com o clássico grupo de hardcore de Nova York, Madball. As declarações fazem parte de uma entrevista mais extensa. A informação não é recente, mas pensamos que é bastante interessante já que Freddy, o vocalista da banda, comenta a relação entre o hardcore e os skinheads.

AGNOSTIC FRONT

1
. O que pensas das pessoas que dizem que as bandas de Nova York são fascistas e racistas?

Freddy
: Eu penso que essa gente está muito equivocada, parece que não sabem do que falam. Estás a referir-te às bandas de Hardcore? Certo? Em Nova York a cena é muito diversificada, brancos, negros, etc. Há de tudo, gente de todas as raças. Em Nova York não se mistura muito a política com a música, ao contrário de vocês aqui na Europa. Que mais posso dizer? Tantos anos a lutar contra esse género de atitudes, para depois vir aqui e ainda nos chamarem de fascistas. Tem havido chapada em alguns dos nossos concertos por causa de pessoas que nos acusam de white power e nazis...tantas vezes que temos lutado contra essas pessoas e escrevemos canções apelando à unidade entre todos, mas há sempre alguém que continua com as mesmas acusações. Acabaram-se as palavras! Agora partimos para a violência. Se alguém me atira isso à cara, vai ter de levar porrada.

MADBALL

2
. O teu irmão, Roger, tem tatuado um skinhead no braço. Que significa essa tatuagem?


Freddy
: Freddy: É um skin crucificado, tem muitos anos. Vê-la em memória de um amigo que morreu à uns anos. Ele e Vinnie e muitos outros fizeram essa tatuagem. Foi em memória do seu amigo. Mas o que as pessoas têm de perceber, e ai é que está o problema, é que quando alguém diz skinhead está erradamente a admitir que todos os skinheads são maus, nazis, e que vão desfilar com bandeiras nazis. Nem todos os skinheads são assim. Quando os Agnostic Front e outros grupos do género começaram a tocar, muitos de eles eram skinheads. Mas não eram white power, nazis, nem nada disso. Eram Skinheads do Hardcore. Era uma maneira de se vestirem. O mesmo se passa com a forma como se veste um Straight Edge. Nada mais. Não tinha nada que ver com política, nem com raças, nem nada disso. Sim, nessa altura havia muita gente, de diferentes raças, envolvida na cena, e ainda há.


MADBALL

3. Qual é atua opinião acerca do movimento Red Skin e SHARP?

Freddy: Toda e qualquer pessoa tem o direito de fazer o que quiser, é a sua própria vida. Por vezes isso é bom. Ser Red Skin, SHARP é estar contra o Governo...mas às vezes esses grupos criam os seus mundos à parte, fecham-se e quase só comunicam entre eles, e na minha opinião isso não é bom. Todos temos de estar juntos. Não importa se és Straight Edge, vegetariano, comes carne...as pessoas separam-se muito. Formam grupos isolados. Penso que não deve ser assim. Devemos estar todos unidos. Não importa se comes carne ou não, se consomes drogas ou não...

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