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domingo, abril 12, 2009

This Is England - Estreia nacional dia 16 de Abril


Estreia no próximo dia 16 de Abril nos cinemas portugueses , o filme 'This is Enland'. O título em português é 'Isto é Inglaterra'. Este é sem dúvida um filme a não perder. Realizado por Shane Meadows, foi considerado o melhor filme inglês desde o 'Trainspoting'.

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sexta-feira, janeiro 23, 2009

Quadrophenia - Edição especial 2 discos

Para todos os fans da cultura Mod informamos que saiu o ano passado uma edição portuguesa do filme Quadrophenia. Esta é uma edição especial com dois discos.


O Disco 1 é composto pelas seguintes rubricas - Filme + Comentários de Franc Roddam e Phil Daniels e a participação especial de Leslie Ash

O Disco 2 é composto pelas seguintes rubricas - Um estilo de vida: Making of Quadrophenia + Em filmagens com Franc.

Londres 1964 - ‘Dois cultos da juventude rivais surgem - os ‘mods’ e os ‘rockers’ – com consequências explosivas. Para Jimmy (Phil Daniels) e os seus amigos de calças à boca-de-sino, viciados em comprimidos que não dispensam a sua scooter, ser um ‘mod’ é um estilo de vida, a sua geração. Juntos partem para Brighton para uma orgia de drogas, um torpor de emoções e para serem primeira página de jornal graças aos violentos confrontos com os ‘rockers’. Ao som dos The Who, Quadrphenia permanece como um dos filmes marcantes da sua época, apreendendo a cultura da juventude britânica dos anos 60.


A imagem seguinte foi retirada de um jornal nacional da época. No fim dos anos 70, inícios dos 80, filmes como este, o movimento punk, o ska, a two tone tiveram algum impacto no nosso pais. A música passava na televisão e nas discotecas. As editoras lançavam dezenas de discos de bandas punk, mod, new wave, power pop, ska, two tone, etc. A imprensa escrita também dava algum destaque as estes fenómenos. Para se ter uma ideia da cobertura destes movimentos musicais e culturais no início dos anos 80 aconselho uma passagem pelo blog 'Hoje Há Punk Rock No Liceu', de onde retiramos a imagem abaixo colocada.

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segunda-feira, novembro 05, 2007

Uma vez 'skins', 'skins' para sempre (Courrier Internacional)

A edição nº133 do Courrier Internacional, revista semanal de cariz política-social-cultural, de 19 de Outubro, trás um extenso artigo dedicado ao movimento skinhead, da autoria do jornalista Simon Garfield. Colocamos aqui o scan, em quatro partes, desse artigo, e alguns excertos do mesmo. Como podem ver as imagens que ilustram este trabalho foram retiradas do filme 'This is England'. Este filme, do realizador Shane Meadows, a exposição de fotografias de skinheads de início dos anos 80, de Gavin Watson e a edição e reedição de uma série de livros que abordam a temática skinhead, vieram renovar, em Inglaterra, e em outros paises, o interesse por esta contra-cultura 'marginal'. Como escrevem no segundo parágrafo: 'O perigo 'skin' está de volta, mais marginal e menos arrependido do que nunca'. Na nossa opinião este artigo não está mau de todo. As declarações do crítico Dick Hebdige, autor de um ensaio malicioso sobre a contra-cultura skinhead, é que deixam um pouco a desejar e, na nossa opinião recaem exageradamente sobre a vertente política extremista. Fica também o apontamento de que a tradução, para o português, deste artigo deixa um pouco a desejar. De qualquer forma, apesar de algumas incorreções da praxe, tipicos das 'elites' de analistas, este trabalho traz 'informação fresca' acerca dos skinheads.

Para ficarem com uma ideia do que podem encontrar neste trabalho deixamo-vos com algumas transcrições do mesmo. 'No fim dos anos 1960 e no início dos anos 1980, o Reino Unido desenvolveu uma cultura de juventude de tal modo marcante na sua imagética e ameaçadora na sua atitude que ainda nos faz sentir vergonha. Botas cardadas, calças de ganga com os bolsos traseiros deformados por pentes pontiagudos de metal, assim é o aspecto visual do skinhead. O terror nas estações de metro, nos estádios de futebol ou na esquina da rua assenta totalmente na provocação e na intimidação. Qualquer moda é uma questão de dinheiro, humilhação, pertença e demarcação. Desde que há skinheads também pode ser a expressão de uma ameaça'

'De onde vem este código de honra? Durante a II Guerra Mundial, os marines eram apelidados 'skinheads', mas o termo designa, sobretudo, alguns jovens britânicos do fim dos anos 1960. O «h» não se pronuncia e as outras designações - «peanuts» (amendoins), «cropheads» (cabeças rapadas», «boiled eggs» (ovos cozidos) e «skulls» (crâneos) - cairam em desuso. O estilo dos skinheads, com camisas de quadrados Ben Sherman, Levi's com suspensórios, Doc Martens, (penteado) «cauda de rabo» e minissaia para as raparigas inspira-se directamente nos últimos «mods» (modernistas, movimento musical e estilista do final da dévada de 1960, personalizado sobretudo pelos The Who. Irmãos mais novos dos «mods», os skinheads radicalizam o seu visual e invadem os estádios de futebol com as suas armas de fabrico caseiro. Adoptam as anfetaminas, elemento principal das noites em branco «mods», misturadas com canábis e solventes. A sua música de eleição corresponde à imagem do seu estilo de vestuário: a anos-luz dos «hippies». Os skinheads usurpam o repertório jamaicano e adoptam a preferência dos «rude boys» (delinquentes jamaicanos dos anos 1960) pelo «bluebeat» e pelo «ska». Mas as concentrações em Brighton e Southend levantam uma questão: contra quem estão eles ao certo, para lá da autoridade em geral? No apogeu do «glam rock» («glamour rock», de que David Bowie foi uma das figuras principais), em 1972, os skinheads estão fora de jogo'

'O título do filme de Meadow faz referência a um ensaio malicioso do crítico Dick Hebdige. Com o título completo «This is England and they don´t live here» (Isto é a Inglaterra e eles não vivem cá), é uma citação de um skin de Londres Oriental- cahamdo Mickey, que começa com a frase clássica: «Ouçam bem o que vos digo: tenho muitos amigos de cor e eles são boas pessoas. Mas têm a sua própria cultura. Os paquistaneses têm uma cultura com vários milhares de anos. Mas para onde foi a nossa cultura? Para onde foi a cultura britânica'

Segundo declarações de Gavin Watson (skinhead desde 1979, com 14 anos de idade), agora com 41 anos, é uma das testemunhas mais fiáveis dessa época: 'Julgo que não havia mais de 30 'skins' nazis em Londres. Mas meteram-nos a todos no mesmo saco. Alguns jovens skinheads deixaram-se recrutar pelo BNP (Partido Nacional Britânico), mas a maioria estava-se borrifando para a política. Os skins limitavam-se a ir onde havia outros skins. E quando votavam, votavam sobretudo nos trabalhistas'

'Quando os skinheads começaram a ter os cabelos compridos, Watson apontou a sua objectiva para o Summer of Love (cultura hippie), mas sabe que não será lembrado pelas suas fotos de festas «rave». Dedica-se, agora, a fotografar os skins muçulmanos da Malásia. «Garanto-vos que existem. Pergunto-me frequentemente como é que o nosso pequeno bando pôde chegar a isto», diz Watson, que há pouco fotografou alguns jovens skins em Southend (bairro de Londres). Estes, porém, parecem sobretudo manequins, versão asséptica dos seus modelos. São no máximo, «suedheads». «O que antes foi um estilo tornou-se um mito. E o mito depressa se tornou mais convicente do que a realidade», conclui Watson'

Para terminar aqui ficam as declarações, que o autor deste artigo foi retirar ao site skinheadnation.com, de Pan, 'um skinhead dos nossos dias': 'Ser skinhead é um modo de vida, uma verdadeira cultura. É ter orgulho no meu aspecto, trabalhar para sobreviver e ganhar tudo o que possuo. Os skinheads são a minha segunda família, os meus irmãos da rua. É também ser fiel aos valores que adquiri, ao código de honra. É a mais autêntica das culturas, porque são pessoas verdadeiras, os trabalhadores, os pobres. Vistos do exterior, não passamos da escória da Humanidade, mas sabemos que isso não é verdade. Sabemos que encarnamos uma das grandes culturas juvenis de todos os tempos e ninguém nos pode tirar isso. Somos verdadeiramente nós contra o resto do mundo, e sabemo-lo bem demais, o resto do mundo não tem qualquer hipótese'. Mais palavras para quê?

Para quem estiver interessado em ler o artigo na sua totalidade é só fazer o download do mesmo em PDF - Uma vez 'skins', 'skins' para sempre (Courrier Internacional) - PDF

Fonte: Courrier Internacional

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quarta-feira, julho 18, 2007

Young Birds Fly - Mods Film (Made in USA)

Mais um filme acabadinho de sair dedicado à cena Mod, Skinhead e Northern Soul. Não aja dúvidas que nos últimos 2-3 anos 'temos sido bombardeados' com filmes e documentários que abordam, uns bem, outros nem por isso, os cultos Mod, Skinhed e Punk-HC. Alguns desses filmes e documentários já foram aqui noticiados. Com o tempo iremos tentar dar destaque a mais uma série de fimes que abordem estas culturas.

O filme 'Young Birds Fly' aborda a descoberta do actual movimento Mod-Skin-Northern Soul de Los Angeles através dos olhos de Jill, uma jovem e calma rapariga . Jill tem 15 anos e é o que em português se apelida de 'zé-ninguém'. Ela é uma uma jovem muito pouco hábil, não tem amigos e é de poucas palavras. A sua curta vida caracteriza-se, até ao momento, por derrotas atrás de derrotas, até que conseguio descobrir um pouco de paz e harmonia através de 3 simples objectos: uma caixa cheia de 'velhos' discos, a worn out a-Line dress e um leitor de vinil Technics 1200. Cathy 'C-Bird', 32 anos, era a Mod mais 'famosa' da velha guarda. Mas longe iam esses tempos. Agora ninguém lhe dava grande importância. A situação iria mudar já que Cathy se vê forçada a dar de caras com o lado negro do seu passado, que ela há muito pensava ter apagado da sua memória. Jeananne era a rapariga mais popular da Universidade, a melhor jogadora da equipa de futebol. Tudo isso impunha respeito aos restantes estudantes. Mas ela sentia que tudo isso era uma 'falsidade'. Quando por acaso estas três raparigas se encontram as suas vidas vão-se alterar de uma maneira que nem elas própias algum dia sonharam.

'Young Birds Fly' é uma produção independente realizado pelo jovem cineasta Leonardo Flores. Segundo este, e após muitos pedidos, o filme, terá uma edição em DVD. Ficamos há espera!

Para mais informações dá um salto ao Myspace do 'Young Birds Fly'

Fonte: Youg Birds Fly Myspace / Vespa Gang / Modculture

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terça-feira, julho 10, 2007

This Is England - Banda Sonora

Tens aqui a oportunidade de descarregar a banda sonora de um dos melhores filmes, que aborda a cultura skinhead, realizado nos últimos anos. Ao contrário do que muitos pensam as músicas deste disco não são exclusivamente dedicadas à temática skinhead. A banda sonora do 'This Is England' é composta por clássicos do reggae, grandes temas da década de 80, punk rock e música italiana. Em seguida deixamos-te a lista de temas que compóem esta obra e o link para gravares o disco.

01-Toots & The Maytals – '54-46 was my number'
02-Dexys Midnight Runners – 'Come on Eileen'
03-Soft Cell – 'Tainted love'
04-Underpass/flares (movie dialogue)
05-Nicole Gravenhurst
06-Cynth/Dad (movie dialogue)
07-Al Barry & The Cimarons – 'Morning sun'
08-Shoe shop (movie dialogue)
09-Toots & The Maytals – 'Louie Louie'
10-Toots & The Maytals – 'Pressure drop'
11-Hair in Cafe (movie dialogue)
12-The Specials – 'Do the dog'
13-Ludovico Einaudi - 'Ritornare'
14-This is England (movie dialogue)
15-The Upsetters – 'Return of Django'
16-Uk Subs – 'Warhead'
17-Ludovico Einaudi - 'Fuori dal mondo'
18-Strawberry Switchblade - 'Since yesterday'
19-Tits (movie dialogue)
20-Percy Sledge - 'The dark end of the street'
21-Ludovico Einaudi - 'Oltremare'
22-Clayhill - 'Please please please let me get what I want'
23-Ludovico Einaudi - 'Dietro casa'
24-Gavin Clark - 'Never seen the sea'

Password: drunksongs.blogspot.com

Fonte: Sound of The Streets (Blog)

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sábado, abril 21, 2007

This is England, um filme de Shane Meadows

De Inglaterra chega-nos esta pérola do cinema, a estrear em Abril, mas que pode ser apreciada desde já, com um bocadinho de paciência e procura na internet.


This is England relata a história de um jovem de onze anos, na Inglaterra de 1983, que encontra num grupo de skinheads, liderados pelo caricato Woody, a família perfeita para contrabalançar a sua solidão, resultante da morte do pai na guerra das Falklands e do constante ataque dos seus colegas de escola à sua maneira de vestir (calças à boca-de-sino já não são toleradas).

O filme foi escrito e largamente influenciado pela experiência do realizador Shane Meadows, o que o torna um fiel retrato do país no virar da década de setenta para oitenta, um período difícil para os ingleses, encurralados entre uma guerra externa, nas Falklands, e uma guerra interna, caracterizada pelo crescente desemprego e uma visão cinzenta do futuro, sob a mão dura de Margaret Thatcher.

É neste ambiente desolador que Shaun, a personagem principal, nos é apresentada, após imagens de cubos mágicos, clips dos Duran Duran ou de O Justiceiro, acompanhadas pela música dos Toots & The Maytals.

Aos poucos, a sua convivência com o grupo de skinheads torna-se numa rica construção de identidade social, cultural e sexual. Shaun aprende a apreciar a roupa, a música, as miúdas, o companheirismo, tornando-se num verdadeiro skin.

Tudo corre bem por uns tempos até que surge Combo, após três anos de prisão, cheio de raiva, pronto a abraçar e divulgar os ideais racistas e nacionalistas dentro do grupo de Woody.

Combo provoca uma desintegração que vai ser uma prova-de-fogo não só para Shaun, mas para todos os envolvidos. Quando Combo pergunta a Milky, um dos skins do gang de Woody, de origem jamaicana, se ele se considera inglês ou jamaicano, todos nós nos devemos perguntar até que ponto o desejo de integração num grupo nos pode fazer esquecer as raízes.


Qualquer skin com mais de vinte e cinco anos vai conseguir encontrar referências de sobra à sua própria vivência nos anos oitenta (especialmente tendo em conta que certas coisas chegaram tardiamente a Portugal). Para os mais jovens, vejam com atenção, porque este filme retrata a verdadeira essência do que significa ser skinhead.

Fonte: Devotchka nº1

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quinta-feira, maio 11, 2006

'16 Anos de Álcool' e 'Wassup Rockers' - Skinheads e Hardcore Punks no Cinema


Filmado, na sua totalidade, em Edimburgo durante três períodos diferentes da vida de Frankie Mac. 16 Anos de Álcool transmite o desafio da consciência de um homem em busca de esperança. Durante a infância, passando pela a adolescência até à idade adulta Frankie Mac observa o mundo à sua volta a afundar-se numa espiral de álcool e violência. Líder de um gang, onde os interesses são música, roupa e violência, Frankie considera ter um conjunto de grandes oportunidades que nunca pensou almejar. Mas serão estas verdadeiras oportunidades? Com a tomada de consciência própria da idade ele tem, finalmente, uma oportunidade para sentir o poder do verdadeiro amor e perceber o que é ter esperança!


Recomendo a todos os apreciadores de bom cinema e da cultura skinhead a visualização deste filme. Depois de lerem a história acima colocada, vou então acrescentar alguns pontos de interesse: Na realidade o filme retrata a vida (até à idade adulta) do vocalista da famosa banda Punk Rock 'The Skids'. A banda sonora vai desde o Skinhead Reggae (Skinhead Moonstomp e Skinhead a Bash Them), pasando pelo Rock, Punk (Iggy Pop) e música Celta. 16 Anos de Álcool não é um filme sobre skinheads. É um excelente filme, que ganhou uma série de prémios em festivais de cinema, que se desenrola entre os anos 60 e 80 numa cidade predominantemente operária (Edimburgo), onde tiveram origem muitas das culturas urbanas do fim do século passado, e logo é natural que a presença da cultura skinhead seja muito forte.
Fica a informação que este filme está à venda em DVD, edição com legendas em português, em lojas como a Fnac. O preço ronda os 18 euros.

Wassup Rockers - Um Western Urbano de Larry Clark



Fica aqui a crítica de 'Wassup Rockers' feita por Jorge Mourinha, no Jornal 'Público', no passado dia 23 de Abril. Não esquecer que esta review, que até não está má, é feita por um crítico 'profissional' de cinema. Este é um filme sobre um grupo de jovens hardcore punks dos subúrbios pobres de Los Angeles. O filme retrata a sua vida no seu bairro, a cena hardcore, e a visita destes jovens à zona 'rica' da cidade (Beverly Hills). Fica também a informação que este filme estará nas salas de cinema a partir do próximo dia 18 de Maio.

À partida, Wassup Rockers alarga a quarteto a controversa trilogia de filmes que o fotógrafo Larry Clark dedicara à adolescência disfuncional americana contemporânea (Kids/Míudos, Ken Park, Quem és tu?, co-dirigido com Edwrad Lachman, e Bully / Estranhas Amizades)

Mas, na realidade, é uma adenda, um complemento. Porque, ao contrário da disfuncionalidade assumida da adolescência de classe média retratada nos três anteriores, Wassup Rockers é um filme - ou melhor, dois filmes mal colados - sobre um grupo de teenagers latinos de Los angeles que já sabem quem são, o que fazem, de onde vêm, para onde vão, unidos por duas identidades comuns. Uma das identidades escolheram-na eles - o skate e o punk hardcore. Contra a outra nada podem - a sua etnia latina que, aliada à sua residência no problemático bairro de South Central e à tribo a que pertencem, os torna num gueto dentro de um gueto. E por isso, guardaram (ou agarraram-se a?) uma pureza, uma inocência que contrasta violentamente com o que os rodeia.

A primeira metade de Wassup Rockers limita-se a acompanhar, em modo quase documental, o quotidiano banl desta tribo, entre a escola, ensaios da banda hardcore a que pertencem e tardes de skate pelos passeios do bairro. É o menos interessante do filme; nada acontece, tudo se assemelha a uma repetição sem chama dos dispositivos dos filmes anteriores, complicada pela falta de jeito do elenco de não-profissionais que parece funcionar em modo de récita de grupo recreativo.

A segunda metade, no entanto, bascula Wassup Rockers num outro filme, que mostra o que acontece quando este grupo de adolescentes vai passar o dia a fazer skate na zona chique de Beverly Hills, onde são autênticos 'peixes fora de água' e a sua mera presença parece atrair as perturbações.

O que Clark encena então, de modo quase documental, é uma espécie de western urbano com ecos de Os Selvagens da Noite (The Warriors), de Philip Kaufman, onde os rapazes dão por si como 'indíos' em 'territórrio inimigo'; uma Beverly Hills onde todos são falsos, tudo é uma fachada, e a sua inocência já não tem lugar.

Ao mesmo tempo, é uma espécie de 'visita' à adolescência disfuncional dos filmes anteriores, que Clark filma aqui 'do outro lado da barricada', contrapondo-lhes a tal pureza de espírito, uma candura que os vê enfiarem-se na boca do lobo como se vivessem no melhor dos mundos. Há algo de ritual de passagem, algo também de crescimento acelerado, de passagem demasiado rápida a uma idade adulta - mas sem verdadeiramente macular essa pureza que, como o sorridente plano final do filme, se mantém resolutamente intacta mesmo na face de tudo o que aconteceu. Como quem não é capaz de fazer outra coisa que não seja resistir.

Fonte: Jornal 'Público' / Wassup Rockers

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domingo, janeiro 22, 2006

Cinema - Green Street Hooligans (Rebeldes de Bairro)

Na minha opinião o filme não é bom nem é mau. Come-se! Tem algumas partes boas e outras menos boas. A parte do companheirismo, as filmagens no exterior (ruas, estádios) e algumas músicas que acompanham o filme são uma mais valia. Do lado mau está: A terrível tradução do título original para 'Rebeldes de Bairro', a probreza das cenas rodadas em interiores (casa da irmã do actor principal), os diálogos podiam ser mais ricos e finalmente as cenas um pouco à Hoolywood e um pouco forçadas que não parecem nada naturais.

Rebeldes de Bairro (Descrição do filme retirada do site da Estreiaonline)

Matt Buckner (Elijah Wood) é um jovem estudante de jornalismo em Harvard que é expulso da universidade por um crime que não cometeu. Com o seu nome manchado e a sua carreira destroçada decide ir para Londres, procurando refúgio na casa da sua irmã, Shannon (Claire Forlani). Na capital inglesa, o seu cunhado Steve (Marc Warren) apresenta-lhe Pete Dunham (Charlie Hunnam) e através dele ele acaba por conhecer mais de perto o fanatismo do futebol...Pete Dunham e o seu grupo de amigos mais próximo criaram o Green Street Elite (GSE), um grupo de apoiantes do West Ham United e uma das claques mais resistentes do futebol de Londres. Todos os clubes de futebol têm claques e todas têm como objectivo ser o grupo mais temido e mais respeitado no país. Para o conseguirem, vale tudo. A vertigem da violência dá a Matt uma sensação de poder que ele nunca antes sentira. Mas quando é confrontado com a verdade sobre o seu passado, alguns dos membros da claque deixam de considerá-lo um «irmão». Cria-se assim um ambiente de ciúmes e de tensão que apenas espera uma oportunidade para explodir. Quando Bovver (Leo Gregory) descobre a história de Matt desencadeia uma série de acontecimentos para testar a sua amizade, lealdade, honra e determinação pela batalha que travam. A muito cuto, o nosso herói aprenderá que tudo o que se faz tem um preço, o que o leva a reavaliar o seu futuro...

O filme estreou no passado dia 5 de Janeiro. Para saberes em que salas o podes ver clica aqui

Para mais informações ir ao link oficial do filme Greeen Street Hooligans

Aqui podes ouvir o que eu penso ser uma das poucas coisas boas do filme: a música, 'One Blood' de Terence Jay, que acompanha a batalha final do filme. Essa parte do filme tem algum feeling. Vê o trailer do filme com a música que acima mencionei.

Fonte: Estreia Online / Diário Digital / Green Street Hooligans

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quinta-feira, março 17, 2005

Novo filme "Hooligans"

Com estreia prevista para 2005 está a longa-metragem ‘Hooligans’, realizada por Lexi Alexander. O enredo acompanha os passos de Matt Bruckner (Elijah Wood, o famoso hobbit de ‘O Senhor dos Anéis’), um jovem americano que sonha com uma carreira brilhante no jornalismo mas acaba envolvido no violento mundo dos hooligans ingleses.

Expulso injustamente da Universidade de Harvard por um crime que não cometeu, viu destruído o sonho de uma carreira de sucesso. Matt entra numa espiral de auto-destruição e decide partir para Londres, onde se refugia junto da irmã Shannon (Claire Forlani, Meet Joe Black) e do cunhado Steve Dunham (Marc Warren, Shine). Na capital britânica, conhece Pete (Charlie Hunnam, Cold Mountain), irmão mais novo de Steve. Os dois jovens tornam-se grandes amigos e Matt entra no mundo da paixão fanática pelo futebol.

Pela mão de Pete, o protagonista torna-se membro da ‘Green Street Elite’, um grupo hardcore de adeptos do West Ham United e uma das mais violentas football firms londrinas. O objectivo é apenas um: tornarem-se a mais respeitada do país. Tal como a personagem que incarna, também Elijah Wood se tornou adepto do West Ham. “Decidi ir assistir a um jogo, até como forma de me preparar para as filmagens. Fiquei na bancada Bobby Moore, mesmo no meio dos adeptos, e a atmosfera contagiou-me. O West Ham conquistou o meu coração”.

O jovem actor, que completou 24 anos no dia 28 de Janeiro, teve algum treino específico para as cenas de luta. “Um dos elementos da equipa de filmagens ensinou-se uns golpes básicos. Alguns vão servir-me para o resto da vida”, refere com um sorriso. Enquanto ‘Hooligans’ não chega às salas de cinema, Elijah Wood levanta uma ponta do véu: “Vai ser incrivelmente violento e realista”.

Para mais informações dá um salto ao site oficial do 'Green Street Hooligans'

Fonte: Megafone / Youtube

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