This Is England - Estreia nacional dia 16 de Abril

Etiquetas: Cinema, Filme, Shane Meadows, Skinhead

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Para todos os fans da cultura Mod informamos que saiu o ano passado uma edição portuguesa do filme Quadrophenia. Esta é uma edição especial com dois discos.
O Disco 1 é composto pelas seguintes rubricas - Filme + Comentários de Franc Roddam e Phil Daniels e a participação especial de Leslie Ash
O Disco 2 é composto pelas seguintes rubricas - Um estilo de vida: Making of Quadrophenia + Em filmagens com Franc.

Londres 1964 - ‘Dois cultos da juventude rivais surgem - os ‘mods’ e os ‘rockers’ – com consequências explosivas. Para Jimmy (Phil Daniels) e os seus amigos de calças à boca-de-sino, viciados em comprimidos que não dispensam a sua scooter, ser um ‘mod’ é um estilo de vida, a sua geração. Juntos partem para Brighton para uma orgia de drogas, um torpor de emoções e para serem primeira página de jornal graças aos violentos confrontos com os ‘rockers’. Ao som dos The Who, Quadrphenia permanece como um dos filmes marcantes da sua época, apreendendo a cultura da juventude britânica dos anos 60.

A imagem seguinte foi retirada de um jornal nacional da época. No fim dos anos 70, inícios dos 80, filmes como este, o movimento punk, o ska, a two tone tiveram algum impacto no nosso pais. A música passava na televisão e nas discotecas. As editoras lançavam dezenas de discos de bandas punk, mod, new wave, power pop, ska, two tone, etc. A imprensa escrita também dava algum destaque as estes fenómenos. Para se ter uma ideia da cobertura destes movimentos musicais e culturais no início dos anos 80 aconselho uma passagem pelo blog 'Hoje Há Punk Rock No Liceu', de onde retiramos a imagem abaixo colocada.

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'O título do filme de Meadow faz referência a um ensaio malicioso do crítico Dick Hebdige. Com o título completo «This is England and they don´t live here» (Isto é a Inglaterra e eles não vivem cá), é uma citação de um skin de Londres Oriental- cahamdo Mickey, que começa com a frase clássica: «Ouçam bem o que vos digo: tenho muitos amigos de cor e eles são boas pessoas. Mas têm a sua própria cultura. Os paquistaneses têm uma cultura com vários milhares de anos. Mas para onde foi a nossa cultura? Para onde foi a cultura britânica'
Segundo declarações de Gavin Watson (skinhead desde 1979, com 14 anos de idade), agora com 41 anos, é uma das testemunhas mais fiáveis dessa época: 'Julgo que não havia mais de 30 'skins' nazis em Londres. Mas meteram-nos a todos no mesmo saco. Alguns jovens skinheads deixaram-se recrutar pelo BNP (Partido Nacional Britânico), mas a maioria estava-se borrifando para a política. Os skins limitavam-se a ir onde havia outros skins. E quando votavam, votavam sobretudo nos trabalhistas'
'Quando os skinheads começaram a ter os cabelos compridos, Watson apontou a sua objectiva para o Summer of Love (cultura hippie), mas sabe que não será lembrado pelas suas fotos de festas «rave». Dedica-se, agora, a fotografar os skins muçulmanos da Malásia. «Garanto-vos que existem. Pergunto-me frequentemente como é que o nosso pequeno bando pôde chegar a isto», diz Watson, que há pouco fotografou alguns jovens skins em Southend (bairro de Londres). Estes, porém, parecem sobretudo manequins, versão asséptica dos seus modelos. São no máximo, «suedheads». «O que antes foi um estilo tornou-se um mito. E o mito depressa se tornou mais convicente do que a realidade», conclui Watson'
Para terminar aqui ficam as declarações, que o autor deste artigo foi retirar ao site skinheadnation.com, de Pan, 'um skinhead dos nossos dias': 'Ser skinhead é um modo de vida, uma verdadeira cultura. É ter orgulho no meu aspecto, trabalhar para sobreviver e ganhar tudo o que possuo. Os skinheads são a minha segunda família, os meus irmãos da rua. É também ser fiel aos valores que adquiri, ao código de honra. É a mais autêntica das culturas, porque são pessoas verdadeiras, os trabalhadores, os pobres. Vistos do exterior, não passamos da escória da Humanidade, mas sabemos que isso não é verdade. Sabemos que encarnamos uma das grandes culturas juvenis de todos os tempos e ninguém nos pode tirar isso. Somos verdadeiramente nós contra o resto do mundo, e sabemo-lo bem demais, o resto do mundo não tem qualquer hipótese'. Mais palavras para quê?
Para quem estiver interessado em ler o artigo na sua totalidade é só fazer o download do mesmo em PDF - Uma vez 'skins', 'skins' para sempre (Courrier Internacional) - PDF
Fonte: Courrier Internacional
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Mais um filme acabadinho de sair dedicado à cena Mod, Skinhead e Northern Soul. Não aja dúvidas que nos últimos 2-3 anos 'temos sido bombardeados' com filmes e documentários que abordam, uns bem, outros nem por isso, os cultos Mod, Skinhed e Punk-HC. Alguns desses filmes e documentários já foram aqui noticiados. Com o tempo iremos tentar dar destaque a mais uma série de fimes que abordem estas culturas.
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De Inglaterra chega-nos esta pérola do cinema, a estrear em Abril, mas que pode ser apreciada desde já, com um bocadinho de paciência e procura na internet.
O filme foi escrito e largamente influenciado pela experiência do realizador Shane Meadows, o que o torna um fiel retrato do país no virar da década de setenta para oitenta, um período difícil para os ingleses, encurralados entre uma guerra externa, nas Falklands, e uma guerra interna, caracterizada pelo crescente desemprego e uma visão cinzenta do futuro, sob a mão dura de Margaret Thatcher.
É neste ambiente desolador que Shaun, a personagem principal, nos é apresentada, após imagens de cubos mágicos, clips dos Duran Duran ou de O Justiceiro, acompanhadas pela música dos Toots & The Maytals.
Aos poucos, a sua convivência com o grupo de skinheads torna-se numa rica construção de identidade social, cultural e sexual. Shaun aprende a apreciar a roupa, a música, as miúdas, o companheirismo, tornando-se num verdadeiro skin.
Tudo corre bem por uns tempos até que surge Combo, após três anos de prisão, cheio de raiva, pronto a abraçar e divulgar os ideais racistas e nacionalistas dentro do grupo de Woody.
Combo provoca uma desintegração que vai ser uma prova-de-fogo não só para Shaun, mas para todos os envolvidos. Quando Combo pergunta a Milky, um dos skins do gang de Woody, de origem jamaicana, se ele se considera inglês ou jamaicano, todos nós nos devemos perguntar até que ponto o desejo de integração num grupo nos pode fazer esquecer as raízes.

Qualquer skin com mais de vinte e cinco anos vai conseguir encontrar referências de sobra à sua própria vivência nos anos oitenta (especialmente tendo em conta que certas coisas chegaram tardiamente a Portugal). Para os mais jovens, vejam com atenção, porque este filme retrata a verdadeira essência do que significa ser skinhead.
Fonte: Devotchka nº1
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Fica aqui a crítica de 'Wassup Rockers' feita por Jorge Mourinha, no Jornal 'Público', no passado dia 23 de Abril. Não esquecer que esta review, que até não está má, é feita por um crítico 'profissional' de cinema. Este é um filme sobre um grupo de jovens hardcore punks dos subúrbios pobres de Los Angeles. O filme retrata a sua vida no seu bairro, a cena hardcore, e a visita destes jovens à zona 'rica' da cidade (Beverly Hills). Fica também a informação que este filme estará nas salas de cinema a partir do próximo dia 18 de Maio.
À partida, Wassup Rockers alarga a quarteto a controversa trilogia de filmes que o fotógrafo Larry Clark dedicara à adolescência disfuncional americana contemporânea (Kids/Míudos, Ken Park, Quem és tu?, co-dirigido com Edwrad Lachman, e Bully / Estranhas Amizades)

Mas, na realidade, é uma adenda, um complemento. Porque, ao contrário da disfuncionalidade assumida da adolescência de classe média retratada nos três anteriores, Wassup Rockers é um filme - ou melhor, dois filmes mal colados - sobre um grupo de teenagers latinos de Los angeles que já sabem quem são, o que fazem, de onde vêm, para onde vão, unidos por duas identidades comuns. Uma das identidades escolheram-na eles - o skate e o punk hardcore. Contra a outra nada podem - a sua etnia latina que, aliada à sua residência no problemático bairro de South Central e à tribo a que pertencem, os torna num gueto dentro de um gueto. E por isso, guardaram (ou agarraram-se a?) uma pureza, uma inocência que contrasta violentamente com o que os rodeia.

A primeira metade de Wassup Rockers limita-se a acompanhar, em modo quase documental, o quotidiano banl desta tribo, entre a escola, ensaios da banda hardcore a que pertencem e tardes de skate pelos passeios do bairro. É o menos interessante do filme; nada acontece, tudo se assemelha a uma repetição sem chama dos dispositivos dos filmes anteriores, complicada pela falta de jeito do elenco de não-profissionais que parece funcionar em modo de récita de grupo recreativo.

A segunda metade, no entanto, bascula Wassup Rockers num outro filme, que mostra o que acontece quando este grupo de adolescentes vai passar o dia a fazer skate na zona chique de Beverly Hills, onde são autênticos 'peixes fora de água' e a sua mera presença parece atrair as perturbações.

O que Clark encena então, de modo quase documental, é uma espécie de western urbano com ecos de Os Selvagens da Noite (The Warriors), de Philip Kaufman, onde os rapazes dão por si como 'indíos' em 'territórrio inimigo'; uma Beverly Hills onde todos são falsos, tudo é uma fachada, e a sua inocência já não tem lugar.

Ao mesmo tempo, é uma espécie de 'visita' à adolescência disfuncional dos filmes anteriores, que Clark filma aqui 'do outro lado da barricada', contrapondo-lhes a tal pureza de espírito, uma candura que os vê enfiarem-se na boca do lobo como se vivessem no melhor dos mundos. Há algo de ritual de passagem, algo também de crescimento acelerado, de passagem demasiado rápida a uma idade adulta - mas sem verdadeiramente macular essa pureza que, como o sorridente plano final do filme, se mantém resolutamente intacta mesmo na face de tudo o que aconteceu. Como quem não é capaz de fazer outra coisa que não seja resistir.

Fonte: Jornal 'Público' / Wassup Rockers
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Na minha opinião o filme não é bom nem é mau. Come-se! Tem algumas partes boas e outras menos boas. A parte do companheirismo, as filmagens no exterior (ruas, estádios) e algumas músicas que acompanham o filme são uma mais valia. Do lado mau está: A terrível tradução do título original para 'Rebeldes de Bairro', a probreza das cenas rodadas em interiores (casa da irmã do actor principal), os diálogos podiam ser mais ricos e finalmente as cenas um pouco à Hoolywood e um pouco forçadas que não parecem nada naturais.

Etiquetas: Cinema, Filme, Green Street Hooligans
Com estreia prevista para 2005 está a longa-metragem ‘Hooligans’, realizada por Lexi Alexander. O enredo acompanha os passos de Matt Bruckner (Elijah Wood, o famoso hobbit de ‘O Senhor dos Anéis’), um jovem americano que sonha com uma carreira brilhante no jornalismo mas acaba envolvido no violento mundo dos hooligans ingleses.
Pela mão de Pete, o protagonista torna-se membro da ‘Green Street Elite’, um grupo hardcore de adeptos do West Ham United e uma das mais violentas football firms londrinas. O objectivo é apenas um: tornarem-se a mais respeitada do país. Tal como a personagem que incarna, também Elijah Wood se tornou adepto do West Ham. “Decidi ir assistir a um jogo, até como forma de me preparar para as filmagens. Fiquei na bancada Bobby Moore, mesmo no meio dos adeptos, e a atmosfera contagiou-me. O West Ham conquistou o meu coração”.
O jovem actor, que completou 24 anos no dia 28 de Janeiro, teve algum treino específico para as cenas de luta. “Um dos elementos da equipa de filmagens ensinou-se uns golpes básicos. Alguns vão servir-me para o resto da vida”, refere com um sorriso. Enquanto ‘Hooligans’ não chega às salas de cinema, Elijah Wood levanta uma ponta do véu: “Vai ser incrivelmente violento e realista”.
Para mais informações dá um salto ao site oficial do 'Green Street Hooligans'
Etiquetas: Filme, Futebol, Green Street Hooligans