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terça-feira, março 11, 2008

Chasseurs De Skins (DVD) - Red Skin em França

Segundo informação que circula na Net este documentário, com cerca de 80 minutos, produzido pela Résistance Films, que retrata a recente história do movimento Red Skin em França, do seu início nos anos 80 entrando pelos 90, será editado em DVD no próximo mês de Abril. Parece que também terá transmissão televisiva. Para os interessados na cultura skinhead não aja dúvida que este filme terá bastante importância. Claro que estamos a falar de um documento histórico que aborda o movimento skinhead nas suas tendências mais esquerdistas. Os próprios intervenientes desta história apelidam-se de Red Skins e usavam nomes para os seus grupos como: 'Lenin Killers', 'Red Action Skinhead', 'Ducky Boys', 'Red Ants' e 'Marseilles Red Army'. Não estejam à espera de um filme, como maioritariamente têm sido realizados até aqui, que aborde a cultura skinhead tradicional ou a sua vertente de extrema-direita. Aqui vão encontrar o que se pode apelidar de puros Red Skins. Como ainda não vi o documentário não posso avançar mais informação. Assim coloco aqui um trailer que já circula na net e em seguida um texto, em inglês, que aborda o 'background' da realização deste filme.

The French redskin movement (skinheads of communist tendency) was born under unique conditions around the years 1984-86. On one hand, a very tough economic and political situation, characterized by massive unemployment, the beginning of neoliberal politics, and which saw the installation in France of a very large extreme-right movement represented by the National Front. On the other hand, the appearance of an alternative cultural movement (a mix of French punk rock, political protest, and multiculturalism). Around the Bérurier Noir (band of anarchist inclination) a new type of security group was created, which was put in charge of protecting shows and to stop the entrance of fascists.

Many "crews" were formed in France, more or less legendary, like the "Lenin Killers", "Red Action Skinhead", "Ducky Boys", "Red Ants", and in Marseilles, the "Marseilles Red Army".

But the first and more important crew of French redskins which stimulated all the others was the "Red Warriors" — without a doubt they were the detonator of a certain form of facing radical anti-fascism. These groups were known as "nazi-hunters", because they constantly pursued the nazis in the French streets and gave them a good beating. Moreover, as self-defense groups, they played a very big role in assemblies, trade unions, squatts and manifestations, maintaining the security against fascist actions.

In 1986, the French media discovered the existence of the redskins in Paris. They faced the police in student manifestations and appeared in the TV in violent actions against the fascists. This reportage of French origin discusses the violent conflicts between the redskins and the nazi-skins (known as "boneheads").

It is necessary to remind that the band that inspired the Red Warriors and the several groups of redskins was, obviously, the trotskyist power-soul band from England, "The Redskins" — the music of the reportage in the part that appears Julien and your comrades belongs to them, and calls herself "The Power is Yours", recorded in 1986 by Decca. The band was formed by Chris Dean (vocal and guitar), Martin Hewes (bass) and Paul Hookham (drums). Militants of the Socialist Workers Party (SWP), they supported the miners' strike (the largest strike of the British history), dedicating songs, disks and making campaigns to raise funds for the workers' families. Certainly, they were the precursors of an entire generation of communist skinheads that had beginning in England and spread for other several countries. The French redskin movement was a reflex of this movement created in London, which took gigantic proportions.

At the end of the eighties, the boneheads didn't dare to walk on the streets of Paris, fearing to suffer the "nazi-bashing". Besides, your principal nationalist squatts had been all closed. In Simon's own words, member of the Red Warriors:"The advantage of the Red Warriors was that never stopped in the same place. We were less numerous than the nazis, for this our actions should be totally organized to avoid any surprise. We studied the terrain to avoid unforeseen of last hour. The meetings that happened before the actions were fast and discreet, and generally took place at our houses or in squatts. In the direct actions, we were capable to agglutinate approximately 60 people. All of us practiced some combat sport (Full-Contact, Thaï Boxing, Kung-Fu), but we also used weapons as baseball sticks. There were only four occasions which we used firearms. Politically, inside of our group each one had yours own ideas (all were anti-fascists and nothing else), there was not militancy problem. There was simply a visceral hate against the extreme-right and the fascist bastards. We struggled against the Division St. Georges, Juvisy, Bunker 84 and JNR. We caught them unawares, what demonstrated that the boneheads was not supermen. The intention was that the nazis were afraid of walking in the streets with all your paraphernalia (flags French, celtic, swastikas, etc.). Little by little other groups which also practiced the nazi hunt appeared. But your actions not always were intelligent... The fight anti-fascist is not a disorganized fight. In an of our actions, in Maraîchers, there was a squatt of nazis that wanted to impose your law on the okupas; we organized 50 people and we went to the place at the 7:00 of the morning. The result was 23 wounded nazis and the squatt was closed for the police for two days. These actions were frequent up to 1992'

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domingo, outubro 15, 2006

Skinheads de Lenine - Red Skins Portugal

Esta reportagem, publicada do passado mês de Junho, foi retirada do jornal 8ª Colina, propriedade da Escola Superior de Comunicação Social, que sai trimestralmente como suplemento do jornal ‘O Público’. Convém esclarecer, mais uma vez, que este blog não está alinhado com nenhuma corrente político-partidária, dentro ou fora da cultura skinhead. Identificamo-nos com a cultura tradicional skinhead. De qualquer forma não deixaremos de publicar notícias, artigos, entrevistas, etc que abordem a cultura skinhead, mesmo que estritamente do ponto de vista político.

Não vamos colocar aqui todo o artigo. Colocamos apenas alguns parágrafos ou excertos. Para leres a totalidade do trabalho clica aqui: Skinheads de Lenine

‘Paulitus caminha sem pressa pelas ruas da cidade tranquila. Traja um blusão e umas botas à militar, apesar do calor. O pescoço distendido, o sorriso suspenso, toda a linha firme do seu corpo, espadaúdo, possante. Arrasta os pés, mas sem desânimo. Pesa-lhe nos olhos o denso rescaldo de uma noite libertina e vaga. Ao virar de cada esquina, o sorriso alarga-se, a mão estende-se para cumprimentar quem passa, numa troca de palavras serena e prazenteira. Combinam-se “uns copos” e uma ida ao futebol. Quem o vê assim, passeando tranquilamente pela cidade, não imagina que Paulitus, 35 anos, segurança numa fábrica, é perseguido por boneheads (skinheads neo-nazis) há anos. À primeira vista, nada o distingue daqueles a quem chama “o inimigo”: a mesma cor de pele, a mesma ausência de cabelo, o mesmo estilo de calça arregaçada, o mesmo ar rebelde. Mas um olhar atento facilmente descobre indícios de outra ideologia: as botas de cano alto têm atacadores vermelhos e o blusão esconde a foice e o martelo estampados na t-shirt que traz vestida. Num crachá preso ao peito, letras amarelas sobre fundo vermelho formam a palavra “ redskin” (‘careca’vermelho). De grandes olhos castanhos, com longas patilhas cobrindo-lhe parte das faces, Paulitus acumula a condição de militante do Partido Comunista Português (PCP) com a de coordenador da RASH (Red & Anarchist SkinHeads) Unida Galiza-Portugal, secção luso-galega de uma organização internacional de skinheads anarquistas e de esquerda. É skinhead e é comunista. Gosta de futebol e de música ska. Usa suspensórios e t-shirts de Lenine. Rapa o cabelo e chorou a morte de Álvaro Cunhal. A crescente identificação dos ‘cabeças rapadas’ com a extrema-direita levou outros adeptos da cultura skinhead a organizarem-se para demonstrar que pode ser-se skin sem se ser racista ou partidário do nazismo. Na realidade, “os verdadeiros skinheads não têm preconceitos raciais, até porque o movimento nasceu de uma fusão de culturas entre imigrantes negros jamaicanos e operários brancos dos subúrbios de Londres”. Fundada em 1993, em Nova Iorque, a RASH é hoje constituída por 126 secções, dispersas por 66 países da América, Europa e Ásia. Contra o fascismo, o capitalismo, o Estado, a sociedade de classes, a exploração do homem pelo homem e o preconceito em todas as suas formas, propõem-se “repor a verdade acerca da cultura skin”, retomando a sua “origem proletária e multi-étnica”. O anti-racismo vem por arrasto. “Obviamente, não podemos aceitar que pessoas maltratem outras apenas pela cor da pele. Combateremos sempre todo e qualquer indivíduo, grupo ou instituição que perfilhe, explicitamente ou não, essa atitude”.’

‘Paulitus não esquece o dia em que se tornou redskin. “Foi há 20 anos. Eu era punk e conheci um grupo de franceses muito estranho, que apareceu num Fiat Punto roubado. Eram quatro ou cinco tipos, muito limpos, de botas impecáveis e tshirts com grandes foices e martelos”. Um prodígio de imagem e de ideias. Curioso, não pôde deixar de meter conversa. Não fumava, mas foi-lhes pedir um cigarro. “Eu já era músico, era baterista em bandas de metal e punk, mas andava sempre sozinho”. Não tinha ninguém com quem se identificasse, ele próprio um adolescente em luta aberta contra o mundo. Andava vestido de uma forma estranha e veio a descobrir que se vestia exactamente como eles: a t-shirt com a foice e o martelo, os blusões de ganga a que se rasgavam as mangas e em que se cosiam emblemas nas costas. “Eu metia símbolos ‘ red’ sem saber o que era. Na altura, ainda não havia Internet. Nunca tinha sequer ouvido falar em redskins”.’

‘A secção que abrimos recentemente em Pequim também está com muita força. São cerca de 180 reds e têm duas bandas”. Na Europa, há algumas secções mais orientadas para a anarquia ou o anarco-sindicalismo, como é o caso da RASH-Paris. “À frente das manifestações estudantis que decorreram em França, estiveram sempre membros da RASH. Se eu olhasse bem para as imagens, facilmente os identificava”.’

‘Paulitus faz parte do Partido Comunista Português desde os três anos de idade. “Depois do 25 de Abril, o meu pai pôs-me logo nos pioneiros”. Cresceu dentro do PCP. “O Partido é a minha casa”. Ainda adolescente, alistou-se na Marinha, onde foi militar durante cinco anos e meio. Mal esperava vir a criar o ‘Linha Dura’, um grupo - entretanto extinto – de seguranças especilizado em eventos culturais. “No primeiro festival do Sudoeste fui eu quem lá meteu seguranças. Era pessoal ligado à RASH. Temos a particularidade de toda a gente nos convidar para fazer segurança, até o próprio Partido”. Ajudou a trazer “grandes bandas” à Festa do Avante, como Betagarri, Banda Bassoti, Inadaptats, Skarnio e Peste&Sida. Sempre funcionou de uma forma militante, “ou era pago em cervejas ou não era pago”. Para escapar ao ódio corrosivo dos boneheads, teve de vender a casa onde viveu durante anos em Almada. “Como esses meninos sempre foram uns imensos cobardes, vingavam-se com pinturas na minha porta. E a minha mãe, que até era católica, não achava muita piada aos telefonemas às seis da manhã a chamarem-lhe puta bolchevique”. Foi 28 vezes vítima de agressão. “Posso dizer que sou um refugiado político.’

‘Na cidade que escolheu para viver, conta com o apoio de 30 redskins. “O pessoal mais ‘entradote’ começa a reparar em nós, a conviver connosco, e mais cedo ou mais tarde começamos a vê-los com umas botas, com as calças arregaçadas, o cabelo vai desaparecendo... Temos tido algumas surpresas, desde trabalhadores negros da construção civil a estudantes universitários”. E há muitos jovens que ainda não se atreveram a aproximar-se. “Têm vergonha porque nós tornamo-nos uma espécie de mito.’

Fonte: 8ª Colina / Público

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terça-feira, janeiro 17, 2006

Red Skins - França - História

Descobri este texto na net. Apesar de não me rever em algumas das coisas que aqui são ditas, não deixo achar que esta história-análise da cena Red Skin francesa esta muito bem feita. Pelo menos foi do melhor que já li até hoje. Este texto aborda o movimento Red Skin francês desde o seu nascimento até aos nosos dias. Aborda também, ao de leve, as outras tendências existentes no movimento skinhead. Sim sei que o texto tem política…mas eu nunca disse que este site era apolítico!

RED SKINS - FRANÇA


1
-A França: Uma situação particular

O movimento RedSkin francês (o primeiro a existir de maneira específica a nível internacional) nasceu dentro das condições particulares em redor dos anos 1984/1986. Por um lado, uma situação económica e política extremamente dura, caracterizada por um desemprego massivo, o princípio de políticas neo-liberais e a instalação em França de um enorme movimento de extrema direita representado pela Frente Nacional (FN); por outro lado, o aparecimento de um movimento cultural: o alternativo (mistura de punk-rock em francês, de contestação política e de cruzamento de culturas).
2-Uma cultura urbana à parte
Os primeiros RedSkins franceses não são de forma alguma parte do movimento Skinhead e da sua cultura. Nessa época,. a quase totalidade dos Skinheads de França são fascistas ou apolíticos. Eles "rebentam" nos concertos punks e nas okupas para marcar território, atacam vagabundos na rua, implicam com imigrantes, roubam putos no metro. Aparecem nas primeiras páginas dos jornais e dos telejornais, desfilam em manifestações... Em redor dos "Bérurier Noir" cria-se uma espécie de serviço de segurança, que se encarrega de proteger os concertos e de impedir os fachos de entrar. É o nascimento do primeiro "bando" importante de Redskins, os Red Warriors, e também dos primeiros "caçadores" de fachos parisienses.
Entretanto, alguns indivíduos isolados tinham ouvido falar da banda inglesa "The Redskins" e, seduzidos pela aliança do look prolo/bastão dos Skins e das ideias de extrema-esquerda, fazem aproximadamente o mesmo percurso. Os Red Warriors (entre outros) encarregam-se de fazer mudar o medo de campo. Três anos mais tarde, não existe mais ninguém (pelo menos em Paris) que apareça com a bandeira francesa no "bomber". Esta vitória não é, evidentemente, obra apenas dos Red Warriors, mas também da multiplicação de respostas, da lassidez dos "velhos" fachos, do abandono dalguns fachos que se dão conta que tinham sido manipulados por politicuchos e que o fascismo não leva a lado nemhum... Os Red Warriors foram indubitávelmente o detonador de uma certa forma de encarar o antifascismo radical, em ligação com a situação concreta da época. Numerosos bandos , mais o menos míticos, são formados, como os "Lenine Killers", a "Red Action Skinhead" e em Marselha, os "Massilia Red Army". Eles dão azo a que apareça um fenómeno bem menos interessante, o dos "caçadores" de Skins. Se alguns bandos como os "Ducky Boys" tinham uma ética e regras de comportamento, outros não eram mais que provocadores de conflitos que se tornariam tão perigosos para quem se atravessasse no seu caminho quanto o tinham sido os fachos alguns anos antes. Esta lógica de território , de "gangs", de violência pela violência não tomará felizmente a dimensão que encontramos ainda hoje nos E.U.A.
A cultura deste momento é variada: ao nível musical, Oi!, punk-alternativo, reggae, mas também psychobilly ou mesmo hip-hop. De certa forma, os Redskins são a "vanguarda" mais decidida no interior do "Alternativo" contra o fascismo e o racismo. A música é secundária. O único grupo a detêr a unanimidade é, evidentemente, "The Redskins", o grupo de power-soul trotskista (Socialist Workers Party) britânico. Políticamente também não existe unidade: alguns são trotskistas de tendência O.C.I. ou L.C.R.; outros P.C.F., e mais numerosos os de sensibilidade autónoma ou libertária. A SCALP (Section Carrement Anti Le Pen), grupo libertário não-dogmático e ultra-activista contribuirá com o essencial para a militância política dos Redskins da época.
Finalmente, ao nível do visual, os Redskins cultivam uma mistura de elementos retirados aos Skins ("bombers", DOC's), aos Psychos (brosses flat top, lenço vermelho) aos primeiros B-Boys (calças largas, bonés de basket), tudo acrescido de símbolos índios (bolsas de cinto, t-shirts dos "Washington Redskins") e do folclore proletário (camisola de camionista, "macaco"),... Alguns também seguem a moda da "bomber" virado com o lado laranja de fora lançada pelo grupo inglês, mas não todos (demasiado vistoso? demasiado "disco"?). É portanto á partida um movimento cultural aberto, que não procura diferenciar-se do resto do "underground" da época, mas que exprime um antifascismo visceral e enérgico, na rua e nos concertos.
3-1989: O retorno à raiz - Fim do alternativo
Com o recuo da presença de fachos na rua, a razão de sêr dos Redskins tornou-se quase caduca, o fascismo institucionaliza-se, tenta-se mostrar mais apresentável (rotura mais o menos real com os elementos mais nazis dentro dos Skins) e é em torno dos partidos que toma a dimensão de fenómeno e a propôr "soluções" dentro de um terreno mais vasto. Em 1989 é também o fim de não poucas bandas de pontificavam na cena alternativa como "Nuclear Device", "Les Brigades", assim como "Kortatu" e "Bérurier Noir". Alguns Redskins abandonam, e outros começam a (re)descubrir as verdadeiras raízes do movimento Skinhead: o reggae, o rocksteady, o ska, a mistura cultural da Inglaterra dos anos 60.
Ainda em '89 é o boom do "2º Revival Ska" (Unicorn Records, ska alemão -"Skaos"- e americano - "The Toasters"-). É o regresso dos "Original Skins", Trojan Skins em França. Começa-se também a ouvir falar da S.H.A.R.P. Os Redskins mais ligados a essa cultura tronam-se então Red Skinheads, isto é, Skinheads autênticos (música, visual,...) mas sempre ligados aos valores da esquerda e da extrema-esquerda. Eles ganham em "credibilidade" em relação aos outros Skins (apolíticos) mas perdem certamente em originalidade, perdendo-se assim a ocasião de desenvolver uma verdadeira cultura juvenil políticamente consciente, capaz de fazer a junção com os jovens imigrantes dos bairros difíceis. A aposta numa cultura datada dos anos sessenta (soul, ska, reggae) e fim dos setenta (streetpunk e Oi!) inclui a meu ver o movimento Skin/Redskin no rol de modas nostálgicas um pouco como os rockabillies, os mods, os punks e isola-o das culturas rebeldes actuais (rap, ragga, jungle e hardcore).
4-A Internacional Red
A partir de final dos anos '80, no rasto da "Anti Racist Action" americana, o movimento Redskin nos Estados Unidos mas também no Estado Espanhol (graças ao legado dos "Kortatu"), na Itália, na Alemanha, no México, na Colômbia, ou ainda no Québec,desenvolve-se : a R.A.S.H. (Red & Anarchist Skinheads) nasce. Ela dá um novo fólego á cultura Redskin, populariza-a, estrutura-a de uma certa maneira, sem no entanto a estereotipar. As diferenças continuam a existir entre os diferentes movimentos nacionais, devido ás suas respectivas histórias.
No Estado Espanhol e na América Latina (e em certa medida nos E.U.A.) - ( e em Portugal - nota do traductor )os Reds são mais próximos do espírito dos primeiros Redskins franceses (multicultaridade), mais abertos musical e políticamente.
Na Alemanha eles fazem parte integrante da cena Skinhead, são mais orientados para o Oi! e o Ska e estão próximos da estranha tradição política autónomo-stalinista alemã.
Hoje em dia, em França, as duas tradições coabitam.
Quanto á Inglaterra, berço da cultura Redskin, a situação é muito particular. Os Skins são uma verdadeira "instituição" da Working Class, de uma certa forma apolítica (eu sei, alguns tentam fazer crer que desde o início o movimento era consciente da sua pertença á classe operária de forma militante, "á esquerda", eu penso que é falso) e desde o principio as suas opiniões políticas foram muito diversas, em função do bairro, da tradição familiar... Os Skinheads de esquerda não se conseguem diferenciar (música, visual...) dos boneheads da direita, a questão não se põe nesses termos. Os mais militantes dos Reds ingleses agrupam-se a volta da "Red Action" (grupo comunista dissidente do S.W.P.) e da "Anti Fascist Action" e do seu jornal "Fighting Alk".
5-Renovação Redskin - Rumo a uma nova generação
Após 3 ou 4 anos, na senda do revival punk/oi! e punk/rock francês e graças ao perpetuo fluir do manancial do Ska e do Reggae, os jovens Redskins tomam o realce. Muito activos e melhor organizados que nos anos anteriores, os Redskins de hoje-em-dia sabem melhor fazer-se entender e defender a sua identidade, mas "guetizam-se" demasiado na cena punk enquanto deveriam talvez criar ligações com a juventude imigrada através da cultura hip-hop ou reggae. Mas as coisas evoluem rapidamente, as "cenas" abrem-se e a juventude de hoje-em-dia parece mais aberta que a precedente.

Escrito por Romuald da banda Redskin de Lyon "LES PARTISANS"

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