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quinta-feira, abril 03, 2008

Corsage ao vivo no Bacalhoeiro

É já este Sábado, dia 5 de Abril, pelas 23 horas, que os Corsage actuam no Bacalhoeiro, em Lisboa (Rua dos Bacalhoeiros, nº 125). Após o concerto haverá festa.O som estará a cargo do Professor Xavier e dos próprios elementos da banda. A coisa promete muito Two Tone e mais algumas pérolas esquecidas. A entrada é 5 euros para não sócios e livre para sócios da Colectividade Cultural Bacalhoeiro.

Para mais informações sobre a banda dá um salto ao MySpace dos Corsage

Fonte: Vespa Gang

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quinta-feira, maio 18, 2006

Não é New Wave, nem Rock, é POWER POOOOOOOP!!!!!!!

Power Pop. Sem data de nascimento definida, mas com influências bem vincadas nos hits, que as jukebox debitavam nos anos 60. É no início da década de 70 que surgem as primeiras bandas power pop.

A encabeçar a horda, do pop forçado, vinham os Big Star, banda comandada por Alex Chilton (ex. Box Tops) e Chris Bell dos Big Star. Destacam-se temas inconfundíveis, como "Setemper Gurls" (música que mereceu cover dos Squire e outras bandas) ou "Ballad of El Goodo".
Os Flamin' Groovies, banda de referência do Powerpop, não escondem as influências de rythm blues, açucarado pela pop dos anos 60 (Beatles e The Byrds). Esta banda iniciou a sua carreira com o lp ‘Supernazz’ em 1968, mas foi com o ‘Shake Some Action’, no ano de 1976, que fez do powerpop aquilo que tinha de ser, um festim de clássicos.

Se os Flamin' Groovies adoptavam um lado mais rude em alguns dos seus registos, os Badfinger estavam nos antípodas. Badfinger foi uma banda que teve um papel primordial no cimentar do Powerpop como estilo musical. Começaram por se chamar The Iveys, chegando a lançar um álbum "Maybe Tomorrow" em 1969, e cedo se fizeram notar pelas composições muito próximas dos Beatles. Não foi de estranhar que tivessem assinado pela editora dos Beatles, a Apele, já sob designação de Badfinger. Seguem-se na discografia músicas como "Day After Day", "Baby Blue" e "Come And Get it".

A intrometer-se na nomenclatura do Powerpop, estavam bandas como Bay City Rollers e os Buster. Estas eram bandas com outra metodologia, em que predominavam as capacidades do produtor e não tanto as capacidades dos músicos. A imagem cristalina e jovial dos membros dessas bandas servia para arrebatar os corações das teenagers e os singles colavam-se aos ouvidos estéreis de muita da juventude.


O anúncio do flagelo, alcunhado de Punk, proporcionou uma viragem drástica no Powerpop, passando este, a partir de 1977, a estar mais associado ao Punk do que às melodias de 60.
Muito do powerpop que se fez a partir de 1977, aparece diluído no Punk. Um género de punk de fato e gravata. Começam então a aparecer bandas de powerpop em cada esquina. Bandas como os Starjets (o single "War Stories" tanto é punk como é powerpop), Newtown Neurotics, The Boys (O Lp "Boys Only" está enxameado de clássicos powerpop-punk), The Flys, Carpettes (com dois albuns históricos), os Radiators (com o seu Lp "Ghostown" de 1978 ) e seguem-se muitas mais bandas que fizeram a junção do punk com o powerpop.

Com dois pólos bastante fecundos, Inglaterra e América, cedo começam aparecer as primeiras bandas de powerpop com sucesso nos tops.
Em Inglaterra ganhavam fama bandas como os Motores, com o tão badalado "Airport", os Jags, com o seu hit single "Back to my Hand" e os Records com forte rodagem nas rádios com o tema "Starry Eyes".
Do outro lado do Atlântico, nos Estados Unidos, tinhamos os Knack e o seu "My Sharoma", uma das músicas mais ouvidas em 1979. Os Shoes que chegaram a lançar um single pela prestigiada Bomp Records. Dwight Twilley (acompanhado por Phil Seymour, que mais tarde seguiria uma carreira a solo), Plimsouls e Dirty Looks, entre outros.

O powerpop também teve as suas obscuridades. Nessa área enquadram-se bandas como os Strangeways, com dois singles memoráveis (a música "Show Her You Care" estará no top 10 de muitos apreciadores de powerpop). Os seus conterrâneos, Incredible Kidda Band, soberba banda de punk-pop, que por falta de reconhecimento do mercado discográfico, só deixou como registos dois singles. Duas décadas mais tarde tiveram o reconhecimento merecido, com a publicação por parte da Detour Records de uma antologia.
Os The Nerves, banda composta por Paul Collins, Peter Case e Jack Lee, três nomes importantes da cena powerpop americana, foram os autores do clássico "Hanging on The Telephone" que mais tarde seria um êxito nas mãos dos Blondie. Mais bandas iam surgindo. Os ingleses White Heat e o seu powerpop com laivos de nwobhm. Os Speedies, oriundos de Nova Iorque, alcançaram certo sucesso com concertos esgotados e com boas críticas por parte dos média. Infelizmente só gravaram dois Ep’s.

O powerpop não teve só exposição em Inglaterra e nos EUA. Na Irlanda do Norte, com o auxílio precioso da editora Good Vibrations, aparecem várias bandas que misturam o punk com o powerpop. Como porta estandartes tínhamos bandas como os Protex, Moondogs, X Dreamysts e Rudi.
No Canadá nascem os Pointed Sticks, banda que mereceu uma aparição no filme "Out of Blue" de Denis Hopper. Os Pointed Sticks eram uma banda pródiga a criar boas músicas. Basta ouvir o LP "Party of Noise".

Em Portugal, também se ouviu powerpop. Como exemplos temos os GNR (com o seu smash-hit "Portugal na CEE" e o segundo single "Ser um GNR"), os Opinião Pública com o seu Lp "No sul da Europa", os Vodka Laranja, Grupo Parlamentar e os Taxi (a chiclete que não descolava, mas só em "Cairo" segundo Lp, é que o powerpop dos Taxi atinge o seu ponto máximo).

Fonte: André N

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quarta-feira, março 15, 2006

MODernices , uma conspiração feita de círculos e setas (Parte II)


Direct Hits, nome retirado de um LP dos The Who, iniciaram-se nas lides discográficas na Whaam e seguiram o seu trajecto pelos anos 80 fora. Tiveram o seu ponto alto com o LP ‘Blow Up’. Aqui observamos a influência que o cinema teve no mundo Mod. Blow Up é um filme de culto de Michelangelo Antonioni. A sétima arte também se aliou ao Mod. Como ponto alto temos a realização e exibição do agora clássico Quadrophenia, filme produzido pelos The Who. Este filme proporcionou a projecção do que era o estilo de vida Mod. Celebre ficou a máxima "Mod a Way of Life". Mas não só a sétima arte influência a geração moderna. Roy Lichtenstein, pintor da escola art-pop, também alimentou muito o espírito criativo no design de algumas capas de singles.

Merton Parkas

Como todo o movimento musical, também o Mod revival teve as suas bandas one hit wonders. Destacaram-se os The Vip's com o ‘Quarter of Moon’ e os Merton Parkas com o single ‘You Need Wheels’.

Mas não só de nomes sonantes se fez o Mod revival. Bandas que não suscitam grandes euforias por parte dos consumistas nem dos média, mas que deixaram excelentes registos, são hoje muito desejados por coleccionadores de vinil. Falo dos Small World, que tinham uma legião de fãs deveras impressionante. O seu clube de fãs chegou a ter mais de 600 sócios. Para a história deixaram dois singles. Um deles, ‘Love is Dead’, foi editado em 1982 pela Whaam (editora de Ed Ball dos The Times).

Seguem-se na lista os Long Tall Shorty com o seu fenomenal single "Win or Lose" produzido por Charlie Harper (Uk Subs), os Circles uma das bandas Mod mais sing-a-long, com refrões de cantar e pedir por mais. Músicas como ‘Summer Nights’ , ‘Billy’ e ‘Opening up’ são disso exemplo.
Não ficando atrás na lista, podemos fazer ainda referência a bandas como os Killermeters, Small Hours (onde sobressaía o som dos teclados, fascínios do beat dos anos 60) e os The Name que que viram censurado, pela editora Dindisc, o título do seu single ‘Fuck Art Let’s Dance’. Para não ferir susceptibilidades nada melhor que trocar o Fuck por Forget, e lá ficou ‘Forget Art Let's Dance’.

Os estilhaços vindos da Grã Bretanha, também se fizeram sentir em outros países como a França, Alemanha, Suécia, Espanha, Austrália, entre outros. Da Alemanha ouviram-se os Time Wasters e os Gents. Em França emergiram os Bikini, Tweed, Foo Flash e Cliché. Na Suécia, existiram os Moderns, os Parka Pop e os Vertex. Da terra dos cangurus havia os Little Murders. Em Barcelona nasceram os Sprays que editaram um magnífico single ‘Te Vere a Las Diez’ pela Flor y Nata, a mesma editora que lançou os Telegrama e os míticos Brighton 64, o maior nome da cena mod espanhola. O Brasil teve como representantes máximos da cultura Mod, os Ira! Destes destacam-se os dois primeiros LP's. Se no primeiro havia a música ‘Ninguém Entende um Mod’, o segundo LP teve como brinde ‘Pobre Paulista’ música contagiante que punha o público em uníssono a cantar o refrão.

Opinião Pública - Contracapa

Em Portugal não se pode dizer que tenha existido bandas Mod revival, embora haja uma que se acercou de uma maneira inconsciente à sonoridade Mod. São eles os Opinião Pública, sendo a música "Ela é Tua" o melhor exemplo, podendo-se encontrar, quer na letra quer na música, os ingredientes mod.

Fonte: André N.

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terça-feira, março 14, 2006

MODernices , uma conspiração feita de círculos e setas (Parte I)


MODernices , uma conspiração feita de círculos e setas

Brighton Mods - Anos 60

Nesse ano de 1979, lado a lado com o Punk (em fase de definição quanto ao seu rumo) e seus derivados (Ska Two Tone , Rockabilly Revival , New Wave e afins), o Mod Revival viu nascer os seus primeiros heróis.

The Jam

Como ‘chefes’ de fila tínhamos os The Jam, power trio, que fez parte da primeira fornada punk mas seguiu um rumo diferente. Essa mudança é clara, em 1977, aquando do lançamento do seu segundo LP, ‘This is The Modern World’. Paul Weller, vocalista dos The Jam, com a sua escrita perspicaz relatava os anseios e as inquietações de uma geração. Juntamente com os seus compinchas, Bruce Foxton (o ás das quatro cordas) e Rick Butler na bateria, deram nova vida a um movimento que jazia no tempo.

Da fábrica saíram muitas rodelas de 45 e 33 rotações que fizeram e ainda fazem parte do imaginário Mod. ‘Going Undeground’ , ‘News of The World’, ‘Strange Town’, ‘When You Are Young’, ‘Smither Jones’ fazem parte de uma infindável lista de clássicos destes pioneiros do Mod Revival.
A seguir as pisadas dos The Jam, nasceram então uma boa mão cheia de bandas. Muitas delas também com um início ‘apancalhado’, mas que rapidamente se aproximaram e reuniram naquilo que então se poderia apelidar de movimento Mod.

Desse grupo de bandas constavam os The Chords, que misturaram, com mestria, a melodia do Mod com a pujança do Punk. Produziram peças majestrais, como: ‘Maybe Tomorrow’, ‘Now It's Gone’ e ‘In my Street’. Os The Chords tiveram algum sucesso. Actuaram no Top of The Pops e o LP ‘So Far Away’, de 1980, chegou atingir o posto 30 no Top inglês. Lançaram ainda alguns singles, mas o sucesso já não os acompanhava. A carreira dos The Chord findou em 1981.


Ian Page, nome importante na disseminação das ideias Mod, vocalista dos Secret Affair (nascidos dos New Hearts) foi o mentor da ascensão da sua banda na escala hierárquica Mod. Conseguiram-no graças a um cocktail Mod com muito Northern Soul à mistura.

Comercial não rima com Lambrettas, mas bem podia. Esta foi uma das bandas com maior sucesso no panorama musical de então. Malhas como ‘Da-a-ance’ e ‘Poison Ivy’ (cover dos anos 50 - single que mereceu edição portuguesa ) foram os melhores cartões de visita do LP ‘Beat Boys in Jet Age’, publicado pela Rocket em 1980.

Os Purple Hearts (nome tirado de uma droga muito consumida nos tempos dos seus heróis - The Who, Kinks, Small Faces) apanhados na febre Mod, seriam companheiros dos mods Back to Zero e dos The Cure na editora Fiction, subsidiária da Polydor (talvez a única multinacional que soube aproveitar a euforia Mod, tendo a seu cuidado os The Jam, The Chords e The Jolt). A banda sobreviveu até meados dos anos 80. Gravaram três Lp's do qual se destacou ‘Beat That’ de 1980.
Ian Page foi, e é, um nome a reter da cena Mod, outro interveniente não lhe fica atrás. Estamos a falar de Ed Ball, cabecilha dos The Times e de vários outros projectos paralelos (O Level, Teenage Filmstars e Tv Personalities). Para muitos mods, Ed Ball e a sua lírica, são um marco importante dentro do espectro Mod. Ed Ball criou ainda a editora Whaam. Mais uma similitude com Ian Page, que tinha fundado a I-Spy, editora dos Secret Affair e dos Squire, outra banda Mod com uma discografia considerável.

Fonte: André N.

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